Semelhanças e diferenças entre os 3 minicursos

Ciclo de Minicursos de Cristalografia

Semelhanças e diferenças entre os 3 minicursos

Os 3 minicursos são complementares.

Se fossemos ministrar um curso com todo o programa ele deveria ser de no mínimo 3 semanas com aulas de manhã e à tarde. Isso seria exaustivo tanto para os alunos quanto para os instrutores.

Ou então uma disciplina a nível de pós-graduação durante um semestre com 4 ou 6 aulas por semana. Nesse caso, os alunos teriam tempo extraclasse para os cálculos e consultas à referências bibliográficas e docentes.

Da forma como foi programado o 1º ciclo de minicursos, o ideal seria que todos que nunca tiveram contato com MR com o Topas ou Topas Academic fizessem primeiro o de método de Rietveld, para adquirir a base para os outros.

Assim, fica a pergunta: “O que existe de semelhante e de diferentes nesses cursos? ”

O que existe de semelhante:

Os 3 minicursos fazem uso do método de Rietveld.

O que existe de diferente:

A forma como método de Rietveld é aplicado.

No de método de Rietveld, o foco principal é o método.

O curso irá do básico sobre o MR até aplicações usando recursos um pouco mais avançados do Topas e Topas Academic em que o arquivo do experimento pode ser gerado por um editor externo, o jEdit.

Entre as aplicações mais sofisticadas estão:

–  o refinamento de uma ferrita de níquel com dois conjuntos de dados fazendo uso do espalhamento ressonante (anômalo).

– o refinamento de um óxido (PbSO4) com dados de difração de raios X e de nêutrons.

Nesses dois casos os participantes irão realizar refinamentos onde as informações da estrutura cristalina são fornecidas apenas uma vez e usadas por todos os conjuntos de dados.

O refinamento de fármacos, onde a sobreposição de picos é muito grande, com orientação preferencial e os cristalitos são anisotrópicos e presença de polimorfos.

No curso de determinação de estruturas e método de Rietveld o MR o foco será a determinação de estruturas e o editor de matriz-Z do Topas.

Os participantes irão preparar arquivos do experimento para cada método como ”Charge-Flipping”, “Monte Carlo” e “Simulated-Annealing” sendo esse último os que farão uso da matriz-Z.

O refinamento pelo MR será a etapa final do processo de determinação da estrutura. Não serão considerados casos especiais, mas serão aplicadas as constraints de distâncias e ângulos interatômicos. Essas constraints para um composto orgânico não serão consideradas no curso de MR. Também serão realizados refinamentos com correção de orientação preferencial e anisotropia, como visto no curso de MR.

No curso de refinamentos sequenciais e paramétricos o MR será usado e com recursos avançados.

Serão muitos conjuntos de dados, definição de parâmetros, uso da planilha Excel ou LibreOffice-Calc para interpretar a variação dos parâmetros cristalográficos com não cristalográficos, criação do arquivo experimental. Os recursos avançados vistos no MR serão usados aqui e muito mais ainda.

O Ciclo de Minicursos de Cristalografia serve tanto para quem tem o Topas-Bruker quanto para quem tem o Topas Academic.

Você pode gostar...